voltar Em apresentação a executivos, ministro destaca ações do MCTI apoio a startups e novas ideias

As iniciativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em apoio à criação de novas empresas e transformação de ideias em produtos foram destaques da participação do ministro Marcos Pontes no encontro de executivos de tecnologia da informação promovido pelo World Trade Center São Paulo. O evento reuniu virtualmente 70 líderes de empresas nacionais nesta quinta-feira (4).

Segundo o ministro, a pasta trabalha para facilitar a vida de empreendedores e ajudar ideias a sair do papel. Uma das iniciativas, que teve participação do MCTI, foi a aprovação pela Câmara dos Deputados do Marco Legal das Startups. Outro programa de destaque é o Centelha MCTI, que ajuda empreendimentos inovadores nas primeiras fases de maturidade. Para outros níveis na escala de desenvolvimento, Marcos Pontes citou a participação de entidades vinculadas, como a FINEP/MCTI, o CNPq/MCTI e a EMBRAPII/MCTI.

“O primeiro nível dessa ajuda é o programa Centelha MCTI. Ele começou com 17 estados participando. Em 2020, na 2ª edição, tivemos 25 estados. Depois você chega na fase em que precisa desenvolver um protótipo, mostrar que é viável um produto em escala. Aí entram outros programas como o Conecta Startup, que pode ajudar com valores maiores. Para outras áreas mais específicas, nós temos o IA² (Inteligência Artificial ao quadrado), para empresas focadas em IA. Já outros programas são feitos por meio de editais para o setor 4.0”, disse.

Pontes também destacou a necessidade de cooperação do setor privado com as iniciativas de governo e ressaltou as propostas para aproximar os projetos de pesquisa de outras fontes de financiamento, por meio da Secretaria de Estruturas Financeiras e Projetos (SEFIP) do ministério. As frentes de trabalho na área têm o objetivo de aproximar universidades que detém as pesquisas e o conhecimento com o setor privado, que demanda novos produtos e serviços.

“O que a gente está buscando agora é poder carrear, por exemplo, necessidades de empresas, fazer o ministério servir como um hub, para aproximar demandas de empresas com possíveis projetos e competências de startups para o desenvolvimento de produtos, com a parte de financiamento, investimento já colocada nessa equação”, detalhou.

Outro tema da palestra foi uma reflexão sobre como o avanço da tecnologia exige a formação de novos profissionais e programas do ministério como o "Ciência na Escola", para aproximar as crianças das carreiras científicas e o acordo com instituições para esse fim, como o assinado com o Museu Carasso, de Israel.

“À medida que nós ampliamos nossa capacidade tecnológica, a formação de profissionais não acompanha a mesma velocidade. Isso gera a necessidade de criação de cursos de capacitação para preparar as gerações para atividades que ainda não existem e também readaptação de profissionais. Isso não significa que a tecnologia reduz empregos. Ela aumenta as possibilidades e gera empregos qualificados. Levar a ciência e tecnologia para as escolas é um esforço do ministério”.

O World Trade Center está presente em mais de 330 cidades, em 90 países no mundo. É formado por diferentes grupos empresariais, públicos e privados, com a missão de estimular oportunidades de comércio e investimentos. Serve como um ecossistema internacional para geração de negócios para investidores imobiliários, agências de desenvolvimento econômico e empresas internacionais que desejam se conectar globalmente.

Fonte: MCTI